Centro Educativo Burle Marx – INHOTIM

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  • FICHA TÉCNICA

    • arquitetos: Alexandre Brasil, Paula Zasnicoff
    • prêmios: prêmio ex-aequo, exposição suporte físico da 9ª Bienal de São Paulo | prêmio ex-aequo, obra concluída, 9º prêmio jovens arquitetos 2009 – IABSP | 12ª premiação de arquitetura iab-mg 2010, melhor obra construída - categoria institucional | Prêmio ex-aequo, VII bial – bienal iberoamericana de Medellin – Colombia | prêmio o melhor da arquitetura - revista Arquitetura&Construção, categoria edifícios institucionais - educação, prêmio ex-aequo
    • consultor:
    • colaboração: Edmar Ferreira Junior, Ivie Zappellini, Rosana Piló
    • local: Brumadinho, MG, Brasil
    • área construída: 1704,25m2
    • concurso:
    • projeto: 2006
    • construção: 2007-2009
    • fotos: Daniel Mansur, Leonardo Finotti
    • imagens:
  • MEMORIAL DESCRITIVO

  • INTRODUÇÃO O Instituto Inhotim, com seu acervo de arte e botânica, busca, com a construção do Centro Educativo Burle Marx, sistematizar e potencializar o caráter formador e a vocação educacional de suas atividades. Além de atender a todas as atividades de educação desenvolvidas em torno do acervo e das exposições, o programa educacional deve funcionar também como um equipamento da comunidade do entorno, oferecendo programas de formação e qualificação profissional em áreas nas quais Inhotim atua.

    LUGAR O edifício foi implantado junto à alameda de acesso principal, próximo à recepção e a um dos lagos artificiais existentes.

    PROGRAMA O exíguo espaço disponível e a vontade de mimetizar o edifício na paisagem sugeriram a conformação de um extenso pavilhão horizontal, em apenas um pavimento, sobre o lago, levemente rebaixado em relação ao entorno. Sua cobertura atua como ponte unindo diferentes partes do museu além de conformar ampla praça elevada com espelho d’água ajardinado, destinada ao encontro e a contemplação, promovendo forte integração entre arquitetura e paisagismo. O acesso principal ao edifício se dá através de uma praça que se desdobra em um amplo anfiteatro conduzindo o público à área de acolhimento. Do acolhimento pode-se acessar diretamente biblioteca, ateliês e auditório. A cobertura é também uma opção de acesso ao museu através de sua praça elevada. Tanto no percurso sobre o espelho d’água quanto nos percursos entre os diferentes programas do edifício, a circulação é sempre feita através de varandas e espaços de convívio. Neste edifício a experimentação da arquitetura se funde ao exuberante paisagismo local.

    FORMA E CONSTRUÇÃO A cobertura é constituída por três lajes nervuradas em concreto aparente, moduladas em 80cm, o que proporciona organização e racionalização dos materiais utilizados. A própria organização do programa solucionou a necessidade técnica das juntas de dilatação entre as lajes, tornando independentes as lajes da biblioteca, a dos ateliês e a do acolhimento/auditório. O único volume que se eleva sobre a cota da praça elevada é o urdimento do auditório, também construído em laje nervurada. O desenho do chão tem maior liberdade. A diferença de nível entre a praça de acesso (726,80) e acolhimento (723,00) propiciou a implantação de um anfiteatro ao ar livre, voltado para o edifício. Para acessar o vídeo do edifício, acesse o link: http://vimeo.com/28131501