Galeria Cosmococa – INHOTIM

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  • FICHA TÉCNICA

    • arquitetos: Alexandre Brasil, André Luiz Prado, Bruno Santa Cecília, Carlos Alberto Maciel, Paula Zasnicoff
    • prêmios:
    • consultor:
    • colaboração: Bruno Berg, Manoela Campolina
    • local: Brumadinho, MG, Brasil
    • área construída: 835m2
    • concurso:
    • projeto: 2008
    • construção: 2009-2010
    • fotos: leonardo finotti
    • imagens:
  • MEMORIAL DESCRITIVO

  • INTRODUÇÃO O projeto desta nova galeria tem por propósito integrar e ampliar o conjunto de espaços expositivos do museu, acrescentando-lhe uma nova galeria desenvolvida especialmente para abrigar cinco obras da série Cosmococa (1973) de Hélio Oiticica e Neville d´Almeida, que com este edifício passarão a fazer parte da exposição permanente do museu. LUGAR O local destinado a este edifício faz parte de uma área de expansão do parque, num terreno de declividade acentuada que liga a nova área de expansão a uma área já consolidada, localizada no alto do parque. O terreno é conformado em três lados por áreas não edificantes: em uma lateral há uma área de preservação permanente onde existe um córrego, na outra lateral, uma adutora da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (COPASA) e em sua parte mais baixa um brejo onde existe outro córrego. PROGRAMA O edifício define um único nível em que se desenvolve a galeria e trata a cobertura do edifício como um terraço verde que dá continuidade a paisagem existente. A galeria é composta por cinco salas expositivas, que por solicitação da equipe curatorial do museu, não deveriam estar conformadas hierarquicamente, promovendo uma visitação livre de percursos sugeridos pelo espaço. As obras do programa Cosmococa a serem expostas, foram relacionadas por Hélio Oiticica com o conceito de “quase cinema”. Todas são compostas por projeções nas paredes, em alguns casos também no teto, e possuem diferentes trilhas sonoras. Assim, as salas expositivas são escuras e tem pé-direito duplo. Elas estão ligadas a um hall, sobre o qual se encontra toda a área técnica, onde estão parte da casa de máquinas do ar-condicionado e as salas para equipamentos áudio-visuais necessários para a instalação das obras. As paredes que limitam as salas expositivas são duplas, conformando um corredor técnico que promove melhor isolamento acústico entre as salas e permite a instalação dos equipamentos e instalações necessárias para o funcionamento das obras. FORMA E CONSTRUÇÃO O edifício é uma intervenção radical na topografia que reforça sua presença ambígua como um artefato de pedra construído, quando visto de baixo, e como uma cobertura verde que é uma continuidade da paisagem com sutis limites ortogonais, quando visto do alto, o que macula intencionalmente os limites entre edifício e paisagem. A organização não hierárquica dos acessos e das salas expositivas para estimular indeterminação é associada com uma seqüência de mudança de escala e luz – a extensão da natureza, o fechamento parcial do pátio com passagens estreitas e altas, o hall escuro e horizontal, as salas expositivas. O volume edificado é tratado externamente com revestimento em pedra local, reforçando sua integração com a paisagem. Há uma continuidade deste revestimento no hall que promove uma transição de escala e ambientação para as salas expositivas.